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quarta-feira, 18 de março de 2026

Festival Tordesilhas encanta público em Olhos D’Água

Apresentações culturais, flamenco, paella, pastel de belém e artesanato transformaram o distrito histórico em um encontro entre culturas ibéricas e goianas, durante evento promovido pelo Governo de Goiás e Prefeitura de Alexânia

Em Olhos D’Água, distrito de Alexânia, uma linha invisível atravessa o mapa há mais de cinco séculos. No passado, ela dividiu o mundo entre impérios. Neste domingo (15/3), essa mesma linha serviu de inspiração para unir culturas, sabores e histórias no Festival Tordesilhas, que transformou a Praça Santo Antônio em um cenário vibrante de encontro entre Portugal, Espanha e o cerrado goiano. Moradores, visitantes e autoridades caminharam entre barracas de artesanato, apresentações culturais e aromas que vinham das panelas fumegantes.


O festival reuniu música, dança e gastronomia em uma programação que deu nova vida a um capítulo da história mundial que, curiosamente, também passa pelo Estado. Promovido pelo Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado do Entorno do Distrito Federal (SEDF-GO), em parceria com a Prefeitura de Alexânia e com apoio das embaixadas de Portugal e da Espanha, o evento utilizou o legado do Tratado de Tordesilhas como ponto de partida para celebrar o encontro entre povos e tradições.



Durante a abertura, o secretário do Entorno, Pábio Mossoró, destacou o potencial cultural e turístico da região e o trabalho do Governo de Goiás para fomentar e alavancar a economia no Entorno. “Celebrar a história da Linha de Tordesilhas aqui em Olhos D’Água é também valorizar a identidade do Entorno. Este festival aproxima culturas, fortalece o turismo e mostra que nossa região tem vocação para receber o mundo”, afirmou.



O prefeito de Alexânia, Warley Gouveia, ressaltou a importância do evento para o município. “Olhos D’Água, capital do artesanato, é um patrimônio cultural de Alexânia. Hoje mostramos ao Brasil e ao mundo que preservamos nossa história e abrimos espaço para novas experiências culturais e turísticas”, disse.



Representando o Gabinete de Relações Internacionais da Secretaria-Geral de Governo de Goiás, Marcelo Mariano destacou o simbolismo de transformar um episódio histórico em uma celebração cultural. “Algo que aconteceu em 1494, com o Tratado de Tordesilhas, hoje conseguimos transformar em um encontro de culturas. Usamos essa história para unir Goiás, Espanha e Portugal e trazer cultura e lazer para todos”, afirmou Mariano.

Música, dança e gastronomia unem tradições portuguesas e espanholas no cerrado goiano

A ministra-conselheira do Consulado de Portugal no Brasil, Sandra Magalhães, elogiou a iniciativa. “É para nós uma grande honra e satisfação estar neste lugar emblemático e assistir às manifestações culturais e gastronômicas que tornam este evento uma celebração tão singular”, afirmou.


Já o conselheiro cultural da Embaixada da Espanha em Brasília, José Miguel de Lara, destacou o significado simbólico do festival. “Uma linha que um dia dividiu o mundo hoje está reunindo culturas: a brasileira, a espanhola, a portuguesa e também a cultura de Goiás”, disse.


Homenagem e marco histórico

Durante a programação também foi descerrada uma placa que marca simbolicamente o ponto por onde passa a Linha do Tratado de Tordesilhas na Praça Santo Antônio. A homenagem reconheceu o valor histórico da descoberta e o papel da comunidade local na preservação dessa memória. 


Cultura e gastronomia

Ao longo da tarde, a praça se encheu de ritmos, aromas e cores. O público acompanhou apresentações culturais e musicais que evocaram a herança ibérica e dialogaram com a hospitalidade goiana. Entre os momentos mais celebrados esteve a apresentação do grupo de flamenco Capricho Espanhol. O espetáculo envolveu o público com palmas, sapateados e vestidos rodopiando e chegou a convidar espectadores e representantes diplomáticos a participarem da dança. Também emocionou o público o grupo “Cantares Portugueses”, que trouxe ao palco canções marcadas pela nostalgia e pela força do fado.


A gastronomia foi outro ponto alto do festival. A tradicional paella espanhola preparada em grandes tachos atraiu olhares e filas, enquanto pratos inspirados na culinária portuguesa completaram a experiência. Pastéis de belém, torricado de bacalhau e outras iguarias se esgotaram rapidamente.


Entre os visitantes estava Maria Aparecida Lopes, 54 anos, moradora de Abadiânia, que se disse impressionada com o evento. “Eu nunca tinha visto flamenco de perto. É emocionante. E a comida está maravilhosa”, afirmou. Quem também aprovou a experiência foi Lucas Ferreira, 28 anos, de Brasília. “Eu vim pela curiosidade histórica e fiquei impressionado com as apresentações”, disse.


Fotos: SEDF


Legenda: 


Secretaria do Entorno do Distrito Federal - Governo de Goiás

terça-feira, 17 de março de 2026

OPORTUNIDADE: MOTORISTA DE ÔNIBUS RURAL – LUZIÂNIA/GO

 O SINE de Luziânia está com processo seletivo aberto para motoristas que desejam atuar no transporte de trabalhadores rurais e safristas na região. Se você tem experiência em estradas de terra e perfil profissional, essa vaga é para você!

REQUISITOS ESSENCIAIS:

  • CNH Categoria  (com EAR na carteira).

  • Curso de Transporte de Passageiros (atualizado e averbado na CNH).

  • Experiência comprovada com ônibus ou veículos pesados.

  • Conhecimento de rotas rurais e estradas de chão.

📍 COMO PARTICIPAR: Para garantir sua Carta de Encaminhamento, compareça ao SINE Luziânia (Unidade Vapt Vupt) portando:

  1. Documentos Pessoais (RG e CPF).

  2. Carteira de Trabalho.

  3. CNH Original.

  4. Comprovante de Endereço.

⚠️ DICA: As vagas de safra costumam ser preenchidas rapidamente devido ao período de colheita. Não deixe para depois!

MotoGP em Goiás: número de estrangeiros supera o de brasileiros na chegada à capital

 

Uma pesquisa realizada pela Agência Estadual de Turismo (Goiás Turismo) revela que a chegada de turistas internacionais a Goiânia disparou com a proximidade da etapa nacional do Campeonato Mundial de Motovelocidade (MotoGP), dos dias 20 a 22 de março.

A compra de passagens aéreas para o Estado cresceu 255,33% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

A Espanha lidera a lista de países de origem, com 29% dos turistas com destino ao Aeroporto Internacional de Goiânia, seguida por Itália (14%), Estados Unidos (7%), Reino Unido (7%), Argentina (6%), Alemanha, França e Irlanda (4% cada) e Portugal e Japão (3% cada).

“Saber a origem dos turistas é fundamental para aprimorarmos nossa estratégia de promoção dos destinos turísticos goianos, visto que a tendência é que haja um aumento no fluxo de visitantes com a continuidade do evento em Goiânia, que impacta muito além da capital”, afirma a diretora de Fomento ao Turismo, Daniella Barbosa.

Ela pontuar que os dados da pesquisa foram fornecidos pela Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur) e Company, tendo como fonte a plataforma ForwardKeys.

A origem dos bilhetes emitidos para o estado no período da competição é 56% internacional e 44% nacional, com o fluxo de turistas estrangeiros superando o de visitantes brasileiros.

Entre os continentes, a Europa lidera com 65% dos bilhetes emitidos entre os 16 principais países, seguida pelas Américas (13%) e Ásia (3%). Entre os turistas brasileiros, 99,5% declararam lazer como o principal motivo da viagem, enquanto entre os internacionais, o índice chegou a 87,4%.

Top 10

No ranking dos estados brasileiros de origem, estão no Top 10:

  • São Paulo (68%),
  • Rio de Janeiro (13%),
  • Santa Catarina (3%),
  • Bahia, Paraná e Distrito Federal (2% cada),
  • Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul (1% cada).

“As informações são estratégicas e vão ajudar Goiás – os setores público e privado – a entender quem é o público que vem para o Moto GP e a se preparar para receber esse pessoal”, afirma a coordenadora do Observatório do Turismo da Goiás Turismo, Amanda Borges.

O total de buscas por passagens para Goiás durante o MotoGP, considerando turistas nacionais e internacionais, ultrapassou 327 mil: 37,2 mil do exterior e 290,1 mil do Brasil. Em comparação ao mesmo período de 2025, a emissão de bilhetes registrou crescimento de 226%.

MotoGP em Goiás

Para o presidente da Goiás Turismo, Roberto Naves, o evento é um indutor estratégico do setor.

 “O MotoGP projetou a capital de Goiás como um destino global. E a Goiás Turismo, com esse estudo em mãos, identifica o perfil dos viajantes e atua também divulgando os atrativos de Goiânia e de destinos turísticos pelo estado que podem agradar as pessoas que vieram para a competição”.

Em julho de 2025, quando foi confirmada a data do MotoGP em Goiânia, houve o primeiro pico de buscas por bilhetes. O segundo aconteceu em outubro de 2025, com o início da venda dos ingressos. E o terceiro pico foi no início de 2026, com a aproximação do evento. Em relação ao mesmo período de 2025, a compra de passagens por estrangeiros para o Estado aumentou 240%.

Dino acaba com a aposentadoria compulsória como punição a juízes



O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu em liminar assinada nesta segunda-feira (16) acabar com a aposentadoria compulsória como punição a magistrados condenados administrativamente por irregularidades no exercício do cargo.

“Não existe mais aposentadoria compulsória como ‘punição’ a magistrados, em face da Emenda Constitucional 103 (Reforma da Previdência). Infrações graves de magistrados devem ser punidas com a perda do cargo”, propôs o ministro como tese de julgamento”.

A decisão é monocrática e deverá ainda ser analisada pelo próprio Supremo, que decidirá se a mantém ou não. Ainda não há data nem prazo para que isso ocorra.

Dino tomou a decisão em uma ação aberta por um magistrado que foi punido com a aposentadoria compulsória pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). Entre as irregularidades estavam a liberação de bens bloqueados sem parecer do Ministério Público e demora deliberada em processos para beneficiar policiais militares milicianos.

A aposentadoria compulsória do magistrado havia sido confirmada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Dino determinou que o órgão julga novamente o processo e, caso decida pela punição máxima, oficie o TJRJ para que desligue o juiz de seus quadros.

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Dino justificou sua decisão aplicando as regras da Reforma da Previdência de 2019, que extinguiu qualquer outro critério de aposentadoria de servidores que não levasse em consideração apenas a idade ou o tempo de contribuição.

Com isso, o ministro concluiu que a previsão de aposentadoria de juízes como forma de punição se tornou inconstitucional, tendo que ser substituída pela perda de cargo.

O ministro determinou o envio de ofício ao presidente do CNJ, ministro Edson Fachin, “para - caso considerar cabível - rever o sistema de responsabilidade disciplinar no âmbito do Poder Judiciário”.

FONTE

https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2026-03/dino-aposentadorianao-serve-como-punicao-administrativa-juizes

Defesa de Bolsonaro volta pedir prisão domiciliar por motivos de saúde


A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro fez nesta terça-feira (17) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), um novo pedido para que ele seja transferido ao regime de prisão domiciliar, em razão de seu estado de saúde, para cumprir sua pena de 27 anos e três meses de prisão por crimes contra a democracia.

O pedido foi apresentado quatro dias depois de Bolsonaro ter sido internado, com autorização judicial, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular de Brasília, para tratar uma broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa.

O ex-presidente passou mal em sua cela no 19ª Batalhão da Polícia Militar, conhecido como Papudinha, em 13 de março, e foi internado na UTI logo ao chegar ao hospital, com quadro de febre alta e queda na saturação de oxigênio.

De acordo com o boletim médico mais recente, Bolsonaro apresenta melhora clínica, com recuperação da função renal e melhora parcial de marcadores inflamatórios, embora permaneça sob cuidados clínicos intensivos.

No pedido desta terça, os advogados argumentam que, com embasamento na equipe médica particular que acompanha Bolsonaro, novos episódios de broncoaspiração podem ocorrer a qualquer momento, situação que exige “monitoramento clínico frequente”.

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A permanência em ambiente de custódia “expõe o quadro clínico a um risco progressivo, na medida em que a ausência de vigilância contínua e de intervenção imediata favorecem a repetição de eventos semelhantes, com potencial de maior gravidade, especialmente em cenário de comorbidades múltiplas e já documentadas”, diz a defesa.

Relator do caso no Supremo, o ministro Alexandre de Moraes vem nos últimos meses negando sucessivos pedidos de prisão domiciliar do ex-presidente, sob a justificativa de que as instalações que abrigam o ex-presidente tiveram a estrutura reforçada para proporcionar a assistência médica adequada ao preso.

FONTE

https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2026-03/defesa-debolsonaro-volta-pedir-prisao-domiciliar-por-motivos-de-saude

ECA Digital começa a valer nesta terça; confira principais pontos

 


A Lei do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital) n° 15.211/2025, começa a valer no Brasil nesta terça-feira (17). A legislação é voltada à proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital, como redes sociais, jogos eletrônicos, serviços de vídeo e lojas virtuais de produtos e serviços voltados a este público ou que podem ser acessados por ele.

Sancionada em setembro do ano passado, a nova legislação não substitui o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), de 1990, mas estabelece diretrizes mais rigorosas sobre os direitos do público infanto-juvenil, para garantir que a proteção prevista no mundo físico ocorra também no digital.

Pesquisadoras de entidades ligadas ao direito da infância, ouvidas pela Agência Brasil, qualificaram a nova lei como “histórica” e de “vanguarda” para o país.  

A especialista em proteção digital de crianças e adolescentes Águeda Barreto, que atua na coordenação da organização não governamental (ONG) ChildFund Brasil, considera que o país saiu na frente ao aprovar uma lei para subsidiar políticas públicas que preveem integração entre setores.

Águeda cita iniciativas para proteger a infância de outros países, como a Austrália que proibiu o uso de redes sociais por menores de 16 anos.

“Nós acompanhamos que esse é um movimento global, mas essa lei brasileira aprovada é bem ampla”.

Lei Felca

São Paulo (SP), 13/08/2025 - Youtuber e influenciador digital Felipe Bressanim Pereira (Felca)  participa do Influent Summit 2025. Foto: Paulo Pinto/Agência
Vídeo do influenciador Felca trouxe o tema adultização para o debate e motivou aprovação do ECA Digital- Paulo Pinto/Agência Brasil

aprovação do ECA Digital ocorreu após o influenciador Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, publicar um vídeo, em agosto do ano passado, no qual denunciou perfis em redes sociais que usavam crianças e adolescentes para promover a sexualização de menores de 18 anos.

O vídeo de uma hora de duração alerta para os riscos de expor conteúdos impróprios para o público infanto-juvenil nas redes sociais e como os influenciadores lucravam com isso. Informalmente, o ECA Digital tem sido chamado também de Lei Felca.

A Lei 15.211/2025 proíbe a monetização ou impulsionamento de qualquer conteúdo que retrate menores de forma sexualizada ou com linguagem adulta.

Maria Mello é gerente do eixo digital do Instituto Alana – organização da sociedade civil, sem fins lucrativos – e explica que desde a publicação do vídeo de Felca, a discussão sobre adultização gerou consenso e mobilizou autoridades, políticos, especialistas, famílias e organizações da sociedade civil em torno do tema.

“O debate público a esse respeito cresceu e foi bastante importante para a lei, que já estava madura, para que pudesse ser aprovada rapidamente.”

Impactos

Dados da pesquisa TIC Kids Online Brasil 2025, do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), mostram que, em 2025, 92% das crianças e adolescentes brasileiros com idades de 9 a 17 anos acessavam a internet, o que representa cerca de 24,5 milhões de pessoas. Segundo a pesquisa, 85% desse público têm perfil em, pelo menos, uma das plataformas investigadas.

Em um recorte mais específico, os dados mostram que na faixa etária de 9 e 10 anos, 64% dos usuários têm perfil em rede social. Esse percentual sobe para 79% entre o público de 11 e 12 anos; e para 91% entre usuários de 13 e 14 anos. Quase todos (99%) os usuários de internet com idade de 15 a 17 anos têm perfil em, ao menos, uma plataforma.

A partir desta terça-feira, o ECA Digital passará a dar respaldo a famílias como a do designer instrucional Filipe Adão, pai da Catarina, de 6 anos.

Filipe conta que o perfil da menina em uma rede social funciona sob uma lógica analógica: a do álbum de fotografia e não de uma rede social. A conta existe apenas para registrar memórias e é totalmente administrada pelos pais, Filipe Adão e Karen Lima.

"Ela não utiliza redes sociais. Temos um Instagram para registrar memórias dela. Ela gosta e se diverte porque, por enquanto, é como um álbum de família para ela", explicou o pai.

Filipe faz parte de uma parcela de responsáveis que, embora ainda não domine os detalhes técnicos da nova legislação, apoia integralmente um controle maior sobre as gigantes de tecnologia.

"Já era hora de existir uma regulação, principalmente para proteger os jovens de influências negativas e crimes cibernéticos."

A relação da criança com a tecnologia começou aos 2 anos, mas com um propósito específico: encurtar distâncias. Durante a pandemia de covid-19, o tablet foi a ferramenta que permitiu o contato da criança com parentes distantes. Hoje, o equipamento é restrito a jogos de quebra-cabeça off line, música e atividades escolares.

Brasília (DF),  16/03/2026 - ECA Digital entre em vigor nesta terça feira (17) - Karen Lima e Filipe Adão, pais de Catarina, que cuidam das fotos postadas na rede social da menina de 6 anos
Foto: Karen Lima/Arquivo Pessoal
Karen Lima e Filipe Adão administram o perfil da pequena Catarina nas redes sociais - Karen Lima/Arquivo Pessoal

Responsabilidade das famílias

Com o ECA Digital, a segurança na Internet dos usuários com menos de 18 anos deverá ser compartilhada entre as empresas de tecnologia e as famílias, que devem estar mais atentas ao uso da internet.

Para que essa supervisão parental seja reforçada, menores até 16 anos somente poderão acessar redes sociais, caso a conta esteja vinculada à de um responsável legal.

A pesquisadora do Child Fund Brasil Águeda Barreto explica que o objetivo é monitorar mais de perto as conversas, o tempo de uso, o bloqueio de conteúdos inadequados e autorização para compras, por exemplo.

A advogada Bianca Mollicone, especialista em proteção de dados e regulação de novas tecnologias, enfatiza que a legislação sozinha não substitui o papel da família, de escolas e dos educadores: 

"Não dá para terceirizar a educação dos filhos e depois culpar apenas as plataformas. Os pais precisam entender o que os filhos estão usando e não ter medo de proibir quando algo não faz sentido. Se você não está ali como pai e mãe, quem vai impedir?", questiona Bianca.

Por outro lado, Maria Mello, do Instituto Alana, reconhece que a fiscalização do acesso online de crianças e adolescentes não pode recair exclusivamente sobre as famílias; para Maria, essa é uma conquista da legislação, que reconhece as desigualdades históricas do Brasil.

“Em uma sociedade com 11 milhões de mães solo, únicas cuidadoras, em que falta creche, parque público e segurança para que as crianças também possam sair da tela, ampliar o rol de responsabilidades é fundamental.”

Acompanhamento 

Brasília (DF),  16/03/2026 - ECA Digital entre em vigor nesta terça feira (17) - Julianna Passos, psiquiatra, e mãe de Bernardo e Adam.
Foto: Julianna Passos/Arquivo Pessoal
Psiquiatra Julianna Passos e os filhos Bernardo e Adam - Julianna Passos/Arquivo Pessoal

A médica psiquiatra Julianna Passos adota uma postura que mistura o rigor técnico de sua profissão com o cuidado materno. Mãe de Bernardo, de 10 anos, ela compartilha uma experiência de gestão digital que prioriza o "mundo real" e o diálogo franco.

A criança ganhou o primeiro celular aos 9 anos, de presente do avô paterno. O dispositivo, no entanto, está longe de ser um passaporte livre para a internet. O uso é estritamente delimitado: durante a semana, serve apenas para dar "boa noite" ao pai; nos finais de semana, o acesso é liberado exclusivamente para o WhatsApp.

Redes sociais, como Instagram ou TikTok, são proibidas. "Ele nem tem conta ou acesso", afirma Julianna.

Mesmo no WhatsApp, a vigilância é constante, com fiscalizações semanais.

"Escolhi dar a ele informações para que pudesse compreender a necessidade da limitação. O diálogo proporcionou a ele senso crítico, pondo fim na ansiedade de ter um aparelho sem restrição", explica a mãe psiquiatra.

Essa educação digital já deu frutos. O próprio Bernardo identificou comportamentos inadequados em grupos de mensagens e decidiu sair, reportando o ocorrido à mãe.

O ECA Digital também determina que as plataformas devem disponibilizar configurações e ferramentas acessíveis e fáceis de usar que apoiem a supervisão parental. 

As plataformas Family Link e Qustodio são as mais conhecidas e permitem monitorar e seguir as atividades online de crianças, além de bloquear sites perigosos e protegê-las do bullying online.

Autodeclaração 

Entre as regras estabelecidas pela nova lei está a proibição da simples autodeclaração de idade que, com apenas um clique em "tenho +18 anos", permite acesso irrestrito a redes sociais por usuários de qualquer idade.

Segundo a assessora em políticas públicas do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) e especialista em direito digital, Kelli Angelini Neves, mecanismos mais confiáveis devem verificar a real idade do usuário, em vez da autodeclaração.

“O site terá que aferir a idade e terá que indisponibilizar contas e acessos de compras para os menores de 18 anos. O mesmo vale para site de conteúdos adultos que não é permitido para menores de 18 anos. Uma série de medidas devem ser implementadas pelas empresas para que realmente haja essa proteção.”

A especialista explica que o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) devem publicar, ainda neste mês, um decreto regulamentador definindo que mecanismos de aferição serão aceitos.

Vulnerabilidade

Brasília (DF), 28.06.2024. - Pesquisadora Águeda Barreto. Matéria sobre 10 anos da Lei da Palmada. Foto: ONG Child Fund/Divulgação.
Para a pesquisadora Águeda Barreto, o ECA digital é um arcabouço amplo - Foto: ONG Child Fund/Divulgação

No ano passado, o ChildFund publicou a pesquisa Mapeamento dos Fatores de Vulnerabilidade de Adolescentes na Internet que ouviu 8 mil adolescentes em todo o Brasil. O estudo mostrou que 54% dos adolescentes entrevistados já tinham sofrido algum tipo de violência sexual online.

A especialista da ChildFund Águeda Barreto conta que um dos caminhos para esse tipo de violência é a interação que jogos online permitem, por exemplo, com conversas virtuais: “O agressor liga pra essa criança por vídeo e coloca uma imagem sexual. É um exemplo da dimensão do problema que nós estamos vivendo.”

O ECA Digital também tem, entre seus objetivos, proteger as crianças desses ataques externos. Nesse contexto, a lei agiliza a remoção obrigatória, em prazo de até 24 horas, de conteúdo de exploração sexual, violência física, uso de drogas, bullyingcyberbullying, incentivo ao suicídio ou à automutilação, entre outros.

Essas ocorrências devem ser reportadas imediatamente à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

Além disso, a legislação proíbe peças publicitárias consideradas predatórias, injustas ou enganosas, bem como aquelas que podem resultar em danos financeiros a crianças e a adolescentes.

Dados da TIC Kids Online Brasil mostram que 53% dos usuários de 11 a 17 anos reportaram ter tido contato com vídeos ou conteúdos de influenciadores divulgando jogos de apostas. Na faixa etária de 15 a 17 anos, a exposição a esse tipo de conteúdo é pior, sobe para 63%.

Caixas de recompensa

Outro problema que o ECA Digital aborda são as caixas de recompensa, conhecidas como loot boxes. A legislação busca banir esse mecanismo, muito comum em jogos eletrônicos voltados para o público infantojuvenil, como o Roblox. 

Essas caixas de recompensa armazenam itens aleatórios comprados com dinheiro real ou moedas virtuais. O usuário, no entanto, gasta sem saber exatamente o que vai ganhar. O resultado, neste caso, dependeria da sorte, e não da habilidade do jogador.

A advogada Bianca Mollicone explica que a lógica do jogo se assemelha à de máquinas caça-níqueis de cassinos, que influenciam no número de tentativas para receber recompensas melhores e resultam em perdas financeiras, ao se aproveitar do fator do vício e da vulnerabilidade infantil.

“Esse movimento cria um vício que acaba fazendo com que se gaste mais e mais. O que representa um ponto de alta monetização por parte das plataformas.”

A nova legislação vai mudar esse modelo de negócio.

Dados

A partir de agora, lojas virtuais de aplicativos (Google Play e Apple Store) e sistemas operacionais devem fornecer um "sinal de idade", via Interface de Programação de Aplicações (API, sigla em inglês), para que outros aplicativos saibam a faixa etária do usuário e cumpram a lei, sem expor dados desnecessários.

Os produtos de acesso à internet também devem ter as configurações de proteção da privacidade e dados pessoais no nível máximo por padrão automático para contas de menores.

Para a gerente do eixo digital do Instituto Alana, Maria Mello, o principal avanço é estabelecer que todos os serviços de tecnologia de informação possam assumir responsabilidades concretas em relação à segurança e ao bem-estar de crianças e adolescentes. 

“O que a lei faz é consagrar o princípio da proteção integral para o ambiente digital. Estabelece uma lógica de que produtos e serviços digitais precisam estar configurados de fábrica para proteger os usuários que tenham menos de 18 anos.”

Responsabilidades

O ECA Digital também prevê que as empresas que oferecem serviços online para crianças e adolescentes devem criar canais de apoio às vítimas e promover programas educativos.

As plataformas com mais de 1 milhão de usuários na faixa etária infantojuvenil devem elaborar relatórios semestrais sobre o impacto de proteção de dados e submetê-los à ANPD.

Maria Mello avalia que a lei pode funcionar de forma proativa: “As empresas devem prestar contas de como elas estão lidando com as contas de crianças e adolescentes, com conteúdos que possam ferir os seus direitos.”

A especialista lembra que o ECA Digital é taxativo quanto às sanções aplicadas às empresas, em caso de descumprimento. Além das penas previstas no Código Penal, a legislação endurece as penas às empresas infratoras.

As sanções vão desde advertência, multas que podem chegar a 10% do faturamento do grupo econômico, passando por suspensão temporária dos serviços até a perda de autorização para funcionar no país, se houver reincidência de irregularidades.

No caso de empresa estrangeira, a filial ou o escritório no Brasil responde solidariamente.

*Colaborou a repórter da Rádio Nacional Priscilla Mazenotti

FONTE

https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2026-03/eca-digital-comecavaler-nesta-terca-confira-principais-pontos

segunda-feira, 16 de março de 2026

40 vagas de emprego disponíveis no Sine de Luziânia

 O Serviço Nacional de Emprego (Sine) de Luziânia anuncia a disponibilidade de mais de 30 vagas de emprego em diversas áreas de atuação. As oportunidades abrangem candidatos de todos os níveis de escolaridade e experiência para quem está em busca de recolocação ou deseja ingressar no mercado de trabalho.

Confira algumas das vagas disponíveis:

  • AÇOUGUEIRO

  • AJUDANTE DE PADEIRO

  • AJUDANTE DE PIZZAIOLO

  • BALCONISTA

  • AUXILIAR DE ARMAZÉM DE GRÃOS

  • AUXILIAR DE COZINHA

  • BORDADOR

  • COSTUREIRA EM GERAL

  • COZINHEIRO GERAL

  • DESIGNER DE INTERIORES

  • ESTOQUISTA

  • INSPETOR DE QUALIDADE

  • MONTADOR DE ESTRUTURAS METÁLICAS

  • MOTORISTA DE CAMINHÃO

  • MOTORISTA DE ÔNIBUS

  • OPERADOR DE EMPILHADEIRA

  • PERSONAL TRAINING

  • TÉCNICO DE EDIFICAÇÕES

  • TÉCNICO DE PLANEJAMENTO DE PRODUÇÃO

  • VENDEDOR DE VAREJO

  • VENDEDOR ATACADO

Os interessados devem comparecer pessoalmente ao Sine de Luziânia, localizado na Rua Santíssimo Sacramento, nº 174, Centro, ou no posto de atendimento do Vapt-Vupt do Luziânia Shopping para a emissão da carta de encaminhamento. É imprescindível apresentar documento de identidade, CPF e Carteira de Trabalho.

O horário de atendimento é de segunda a sexta-feira, das 8:00h às 17:00h.

Para mais informações sobre as vagas e requisitos específicos, os interessados podem acessar o site do Sine de Luziânia em www.redeluziania.com/emprego ou acompanhar as atualizações pelo Instagram @luzianiasine.


sexta-feira, 13 de março de 2026

Goiás apresenta saldo de 10.733 empregos formais em janeiro de 2026

 

Dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, apontam que o estado registrou 10.733 empregos formais em novos postos de trabalho em janeiro deste ano.

Com o desempenho registrado no primeiro mês do ano, Goiás alcançou um estoque de 1.630.396 empregos formais, reforçando o dinamismo da economia goiana e a capacidade de geração de oportunidades em diversos setores produtivos.

Empregos formais – destaque para setor de serviços e agropecuária

O setor de serviços foi o principal responsável pelo saldo positivo, com a criação de 5.539 novos postos de trabalho em janeiro.

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Em seguida, a agropecuária registrou 2.277 vagas, evidenciando a força do agronegócio para o desenvolvimento econômico do estado.

A indústria também apresentou desempenho positivo, com 1.875 empregos formais, enquanto o setor da construção contribuiu com 1.332 novas vagas, refletindo o avanço dos investimentos e o crescimento das atividades produtivas em Goiás.

Para o titular da Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Serviços (SIC), Joel de Sant’Anna Braga Filho, os dados reforçam o ambiente favorável ao desenvolvimento econômico no estado.

“O resultado demonstra a força da economia goiana e o trabalho contínuo do Governo de Goiás para estimular investimentos, fortalecer os setores produtivos e ampliar as oportunidades para a população”, afirma Braga Filho.

“Seguimos empenhados em criar um ambiente cada vez mais favorável para quem quer empreender, produzir e gerar empregos em nosso estado”, destaca o titular a SIC-GO.

FONTE

https://agencia.go.gov.br/goias-saldo-de-mais-de-107-mil-empregos-formais-emjaneiro-de-2026/

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