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sexta-feira, 12 de junho de 2026

Comissão da Câmara aprova redução da maioridade penal para 16 anos


A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (10), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC nº 32/15) que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos no Brasil.

A PEC recebeu 44 votos favoráveis e 18 contrários. O aval da comissão representa o primeiro passo da tramitação da proposta, que agora seguirá para análise de uma comissão especial antes de ser votada em dois turnos, no Plenário da Casa.

A aprovação do parecer favorável do relator, deputado Coronel Assis (PL-MT), ocorreu após mais de duas horas de intenso debate. Para o relator, a medida é juridicamente viável, não viola as chamadas cláusulas pétreas da Constituição Federal, nem tratados internacionais.

A conclusão de Assis foi rebatida por deputados contrários à iniciativa, que argumentam que os direitos da infância e da juventude são cláusulas pétreas que não podem ser alteradas salvo com uma nova constituinte.  

“Esta é uma cláusula pétrea da Constituição. Ou seja, só pode ser modificada com uma nova Constituição. E não estamos aqui falando de uma nova Constituição, mas sim de alterar a atual, modificando uma cláusula que não pode ser alterada”, alegou o deputado Tadeu Veneri (PT-PR), para quem a PEC, se aprovada no Congresso Nacional, será barrada no STF.

“Não podemos iludir a população de que isto vai prosperar. Não vai. Vai chegar no STF e vai parar. E teremos feito um grande debate apenas com cunho eleitoral”, acrescentou Veneri.

Resposta populista

A deputada Sâmia Bonfim (PSOL-SP) endossou a tese de que a redução da maioridade penal é uma resposta populista, eleitoreira e que não resolverá os graves problemas da segurança pública.

“O pressuposto é que, com a entrada destes jovens no sistema penitenciário, e não mais no sistema socioeducativo, teremos uma punição mais severa e à altura das infrações que eles cometeram. Isto é uma mentira. O índice de reentrada no sistema socioeducativo é de 23%. No sistema prisional é de 42%”, afirmou Sâmia.

A parlamentar argumentou que, segundo dados oficiais, apenas 0,5% das infrações cometidas por adolescentes são consideradas crimes gravíssimos.

“Estamos propondo alterar todo o tratamento dado aos adolescentes [em geral] por causa de 0,5% [...] quando este Congresso Nacional deveria estar se dedicando a identificar onde estamos falhando para que haja tantos jovens cometendo crimes em vez de estarem sentados nos bancos escolares”, ponderou Sâmia.

Referendo

Defensor da proposta, o deputado Mendonça Filho argumentou que o correto seria submeter o tema a um referendo popular.

“Ninguém aguenta mais a violência no Brasil. Temos 44 mil homicídios por ano. Vivemos um padrão de guerra civil e fazemos de conta que esta realidade não existe”, comentou Filho, atribuindo a insegurança a “leis frouxas” e à “impunidade” que, segundo ele, facilita a ação do crime organizado.

Ele admitiu que a redução da maioridade penal para 16 anos não vai resolver o problema da violência. Mas defendeu que, em conjunto com outros mecanismos legais, vai contribuir para o combate ao crime organizado.

“Cerca de 25% da população brasileira vive hoje sob a influência direta de milícias e de organizações criminosas que, inclusive, aliciam menores de 18 anos para praticar crimes porque, para elas, o custo de fazer isto é barato”, disse.

Segurança pública

O deputado Rodrigo de Castro (União-MG) também classificou a aprovação da PEC como um “claro sinal” contra a impunidade, mas lamentou que a discussão, que se arrasta há anos no Congresso Nacional, tenha se transformado em um debate sobre aspectos ideológicos que nada têm a ver com a segurança pública. “Me constrange ver este debate se tornar um debate de ideologias”.

Para Otoni de Paula (PSD-RJ), é um erro o Congresso Nacional discutir um projeto tão importante e polêmico como a redução da maioridade penal às vésperas de uma eleição. 

“Por que não aprovamos a redução da maioridade penal durante os quatro anos do governo Bolsonaro já que tínhamos base para isso? Da mesma forma como não transformamos as facções criminosas em grupos terroristas. Tivemos quatro anos e não fizemos isto”, argumentou.

Ele afirmou que há risco de que, com a redução da maioridade penal, os criminosos passem a aliciar crianças e adolescentes ainda mais novos.

“Como ficarão os adolescentes de 15 anos e 11 meses que cometeram crimes hediondos? Amanhã, vamos debater a redução para 14 anos? Depois para 12? Porque este problema é estrutural. E a partir da redução da maioridade penal para 16 anos, o tráfico vai recrutar meninos abaixo de 16 anos”, concluiu de Paula.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2024

Luziânia recebe homenagem na Câmara dos Deputados pelos 278 anos

Nesta quinta-feira, 12 de dezembro, o plenário 02 da Câmara dos Deputados em Brasília foi palco de uma emocionante sessão solene em homenagem aos 278 anos de Luziânia, celebrados nesta sexta-feira, 13 de dezembro. A iniciativa partiu do deputado federal luzianiense Célio Silveira, que destacou em seu discurso o orgulho de representar sua terra natal e os avanços conquistados pelo município.

O plenário estava lotado, e a cerimônia foi marcada pela execução do Hino Nacional e do Hino de Santa Luzia, apresentados com maestria pela Banda do Corpo de Bombeiros do Estado de Goiás. Representantes políticos e autoridades prestigiaram o evento, entre eles o prefeito reeleito de Luziânia, Diego Sorgatto, o vice-prefeito eleito Télio Rodrigues, e lideranças regionais como o prefeito de Valparaíso de Goiás, Marcos Vinícius, e o prefeito de Planaltina de Goiás, Dr. Cristiomario, além de representantes do judiciário, secretários de governo, servidores da prefeitura, o público e alunos do programa Bombeiro Mirim de Luziânia.

Um vídeo foi apresentado e contando alguns destaques da história de Luziânia estava o presidente da Academia de Letras e Artes do Planalto Tiago Machado.

Destaques

Célio Silveira, anfitrião da sessão, relembrou a fundação de Luziânia em 1746, motivada pela descoberta do ouro. Ele destacou a resiliência da cidade, que se manteve forte com a agricultura e a pecuária após o declínio da mineração. Além disso, enfatizou seu compromisso com a cidade, citando os mais de R$ 100 milhões destinados a Luziânia, Jardim Ingá e áreas rurais ao longo de seu mandato.

Diego Sorgatto, por sua vez, agradeceu o apoio do deputado e celebrou os avanços locais, como o programa Tarifa Zero, que beneficia mais de 17 mil usuários diariamente com transporte público gratuito, e iniciativas como o Opera Luziânia e o Saúde na sua Porta, que fortalecem a saúde pública.

A deputada federal Lêda Borges e a deputada estadual Dra. Zelli elogiaram o progresso da cidade e o trabalho de líderes como o Dr. Gastão Leite, ouvidor do município, ressaltando sua contribuição ao longo dos anos.

A secretária do Entorno do DF, Caroline Fleury, relembrou a conexão histórica de Luziânia com Juscelino Kubitschek, que escolheu a cidade para morar. Ela também destacou a necessidade de expansão do BRT na BR-040, um projeto que pode beneficiar diretamente o município.

O presidente da Câmara Municipal de Luziânia, Carlos da Liga, homenageou o Dr. Gastão Leite e reconheceu o trabalho do deputado Célio Silveira e do prefeito Diego Sorgatto, ressaltando o espírito acolhedor da cidade.

O momento emocionante da sessão foi a entrega, pelo capitão dos Bombeiros Ricardo Ribeiro Dias, das partituras do Hino de Luziânia ao prefeito Diego Sorgatto. Para encerrar, a música símbolo de Goiás, "Frutos da Terra", foi entoada pelo Corpo de Bombeiros, celebrando o patrimônio cultural do estado.

Com aplausos calorosos e um entusiástico "Viva Luziânia", a sessão solene reafirmou a importância histórica, cultural e econômica do município para Goiás e para o Brasil.

Reportagem Arley da Cruz

Fotos: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

quinta-feira, 28 de abril de 2022

Câmara aprova projeto que regulamenta a telessaúde


 A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira (27) um projeto de lei que autoriza e define um conceito para a prática da telessaúde, abrangendo todas as profissões regulamentadas da área da saúde. O texto segue para o Senado.

O substitutivo do relator, deputado Pedro Vilela (PSDB-AL), ampliou o texto original, que era restrito aos médicos, e incorporou trechos de uma emenda do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) para especificar que o paciente terá a garantia do atendimento presencial sempre que solicitar.

O projeto define como telessaúde a modalidade de prestação de serviços de saúde a distância por meio da utilização das tecnologias da informação e da comunicação e que envolva, entre outros aspectos, a transmissão segura de dados e de informações pode meio de textos, sons, imagens, entre outras formas.

Os atos dos profissionais de saúde praticados nesta modalidade terão validade em todo o território nacional e quem prestar o serviço de saúde em outra unidade da Federação exclusivamente pela telessaúde não precisará de uma inscrição secundária ou complementar àquela do conselho profissional de seu estado.

FONTE

https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2022-04/camara-aprova-projeto-que-regulamenta-telessaude

sexta-feira, 19 de março de 2021

NOVA RODADA DO AUXÍLIO EMERGENCIAL VAI SER PAGA EM ABRIL - ENTENDA QUEM VAI RECEBER


 

O recebimento do auxílio emergencial será limitado a uma pessoa por família – se já for atendida pelo Programa Bolsa Família, terá direito ao benefício de maior valor. A renda familiar total deverá ser de até 3 salários mínimos (R$ 3.300), respeitado ainda o limite per capita de até 1/2 salário mínimo (R$ 550).

Não terá direito quem recebeu, em 2019, rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 ou teve rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte superiores a R$ 40 mil; tenha bens em montante total acima de R$ 300 mil; more no exterior; ou esteja preso em regime fechado.

O beneficiário deverá ter mais de 18 anos, exceto se for mãe adolescente; não deve ter vínculo de emprego formal na iniciativa privada e no serviço público; e não pode ter sido incluído em 2019 como dependente no Imposto de Renda – cônjuge ou companheiro e filho ou enteado (até 21 anos ou estudante até 24).

Estão fora ainda o estagiário; o residente médico ou residente multiprofissional; e os beneficiários de bolsas da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) ou de órgão público municipal, estadual, distrital ou federal.

Por fim, não terão direito as pessoas que recebem outros benefícios federais ou constam como instituidor de pensão por morte; tiverem indicativo de óbito nas bases de dados do governo federal; ou não tenham movimentado as contas bancárias que receberam auxílio emergencial durante o ano passado.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

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